sábado, 31 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

eu quero é um par de asas...

não me canse a beleza com as concretudes que a vida te revelou.
se eu as quisesse, já as teria dado asilo.
guarda-as para ti e delas faça bom uso.
o que não vejo é porque não quero e talvez nisso habite minha única esperança
de ser menos pedra,
menos regra,
menos cega.

domingo, 28 de dezembro de 2008

e o coração na mão?


já sinto a falta que ela vai me fazer, assim ao alcance...
mas de uma coisa eu tenho certeza: tem pessoas que a distância não separa. tem amores que o tempo não diminui.
sem choro, nem vela. nem fiasco. 2009 tá aí. a vida tá aí.
let´s fight!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

faça de conta que não é meu


Fico pensando se esperas que eu faça o mesmo que sempre fiz e nesse círculo vicioso continuar sendo não mais do que fui.
Lamento chutares tão longe; quero, do contrário, virar o disco, trocar de roupa, dançar outra dança e,
Dizendo sim ao não, negar coisas óbvias pra ti.
E não me quero triste por, de repente, desistir do que nem tentei,
Não tenho paciência pro inesperado, eu sou mandona, eu sou entrona, meus pés estão sempre na porta.
Minha mão está sempre na maçaneta, pra entrar, pra sair, pra arrombar, pra fugir
E eu quase sempre giro sem medo...
Não há nada que você possa fazer de longe, não há nada de indireto que me sirva.
Não me cabe essa ceninha de sala de espera.
Descruzo as pernas,
Te desejo sorte.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Um, dois e tudo é olho de furacão.
A falta de limites que excita
É a mesma indiferença que aborrece
Mas é noite.
E nada mais é pouco intencional por aqui.
Não se engane:
A noite não quer ser dia, não...
A noite quer os devaneios que o dia não dá;
Possibilidades únicas,
Entrelaços múltiplos,
E vozes que nem reconhecemos mais
Motivadas por diálogos cênicos,
Gozos artísticos
E por mãos carentes de toda carne.

Um, dois e o dia se fez.
E no três, tudo começa outra vez...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

3X4 emoldurada


Pois é, sou alguém que requer
Espaço, tempo, energia.
Palavras, muitas palavras.
Não tenho vocação para estante,
Dê-me uma garagem ao menos...
Seu álbum de fotografia é pouco para mim
E seu coração pequeno também.

sábado, 1 de novembro de 2008

Tento rebuscar o sentimento de outrora
E não consigo,
Não te quero mais.
Imploro por lembranças, me enveneno,
Me machuco experimentalmente
Sem sucesso,
Não te quero mais.
Queria aquele poema magoado
Que ficou inacabado,
Interrompido de chorar
Mas não o encontro,
Não te quero mais.
É assombroso,
É quase dor esse vazio todo;
Por que sumiu? Onde guardei?
Não sei...
Já não te quero mais.