Tens razão.
Que faço eu com esta idade,
Com esta dita beleza,
Numa noite destas, aqui,
No alto deste castelo, acordada?
Eu deveria estar na rua
Nem que fosse a vagar
À procura de coisa qualquer,
Enredada nuns braços...
Ou quem sabe dormindo o sono dos justos,
Sono de bela adormecida.
Do contrário, com a luz acesa sobre a cara branca,
Tenho a insônia da donzela arrependida,
Da morte da bezerra...
A insonia do alcólatra ao redor de um copo de uísque.
Tens razão.
Que faço eu de mim?
Que coisa é esta que sou?
Fruta caída de alguma árvore
Que nem um andarilho vê.
Um comentário:
ai, nada a ver.
mó preza, a galega.
m
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