domingo, 16 de setembro de 2007

Ares de mãe

Penso nessas mulheres
Com rosto de mãe,
Olhar de mãe,
Jeito de mãe:
A nenhuma delas pertenço,
De nenhuma faço parte.
Nenhum desses olhos me vigiam o sono
Ou me acompanham da janela.

Vejo esses gestos de mãe
Que são só beleza
Mesmo dentro do que é conflito,
Do que é pavor,
Mesmo quando tudo é ira e ignorância.
E, não me pergunte como,
Mas conheço seus mais fugidios pensamentos.

E numa espécie de choro
Me desfaço
Quando passo na rua e me deparo
Com essas mães sempre dos outros,
Nunca minha.
Esses perfumes de mãe que não mepertencem,
O cantarolar que não me alcança os ouvidos...
Mas sigo e sorrio por dentro ao lembrar
Que essa beleza que me encanta
Um dia será minha.

Um comentário:

Anônimo disse...

E que essa beleza seja responsável ..........