segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Bela acordecida


Tens razão.
Que faço eu com esta idade,
Com esta dita beleza,
Numa noite destas, aqui,
No alto deste castelo, acordada?
Eu deveria estar na rua
Nem que fosse a vagar
À procura de coisa qualquer,
Enredada nuns braços...
Ou quem sabe dormindo o sono dos justos,
Sono de bela adormecida.
Do contrário, com a luz acesa sobre a cara branca,
Tenho a insônia da donzela arrependida,
Da morte da bezerra...
A insonia do alcólatra ao redor de um copo de uísque.
Tens razão.
Que faço eu de mim?
Que coisa é esta que sou?
Fruta caída de alguma árvore
Que nem um andarilho vê.

Um comentário:

Anônimo disse...

ai, nada a ver.


mó preza, a galega.




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