Fico me espiando nua pela fresta que eu mesma deixei;
Uma fresta pela qual só eu, acho, consigo espiar.
Tão bonita minha nudez assim...limpa de qualquer preocupação,
Livre de qualquer castigo, de qualquer pudor de coisas a perder.
E essa nudez, a verdadeira, nunca ninguém viu.
Talvez quase escape por meus olhos semi-cerrados espiando, fotografando o instante móvel...difícil. Quase.
E na embiaguês, mas do que sempre: espiar...espiar...
Por que tanto? Como não canso?
Por que assim, de cima a baixo? De trás pra diante?
Pelas costas, traindo a sinceridade o olho no olho...
O dia é assustadoramente veloz e cru
Só a noite me permite espiar.
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