Grandessíssima preguiça de escrever, ou será medo da nudez?
Não sei. Coisas se movem aqui dentro e o instante parece curto demais, vago demais e absurdamente veloz. Calo como se buscasse solução para a inquietação. Evito a análise, pareço não estar parecendo; chamo atenção. Não quero. Quero estar a sós e me permitir ficar atônita com tudo.
Deixa? Deixo. Deixo de lado as besteiras que pensava pensar. Seco tempestades. Talvez venha daí a preguiça. Do inundar-se para nada.
Para nada? Qual a distância entre o meu nada e o tudo do todo?
Ah, inquietações... É tudo tão simples. É noite.
A espera do ônibus, as conversas, o sono. Tudo isso é a noite. Eu existindo é a noite.
Ausência de porquês, de poréns. E tudo é simplesmente a noite trazendo com ela essa alma querendo conversa de bar a essa hora!
Um comentário:
Ai Ana!! Como você consegue? O que tu faz escondida por aí amiga? Coloca tudo isso num livro!
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