domingo, 27 de maio de 2007

Chamam-me de original e não vêem que o que tenho é um enorme cansaço
E que sou toda enjôo de tanta influência de TV,
De tanto braço gasto em tanque, tanta coisa velha por fazer.
Vou dando ré e meu medo de até onde posso voltar
Me dá a ânsia que paralisa;
Aqui onde estou é o aglomerado de onde não posso estar
E me chamas de feliz...
Ora, não julgues meu riso segundo teus resmungos,
Nada sabes nem de saberás a meu respeito de fato
E achares que sabes tudo de ti e arredores é pecar.
Sigo rastros de silêncio já que da canção não faço parte;
Dispenso conversas inúteis,
Pessoas-enfeite,
Amores carentes.
Estou exausta desse mundo contextualizado,
Limitado, inventado
Por essas almas que inventam paixões por pena de si próprias.
Sou sem amor, mas diga-me:
O que é amor pra ti???
É como escolher uma roupa para vestir?
Que sirva, que combine, que identifique e não sufoque?
E é a mim que chamas de triste...
Triste é esse quadro que eu vejo,
Essas mentes doentes querendo me colocar
Em algum lugar na "tabela do certo & errado"
Porque não podem me ver assim, saltitando nas linhas...

2 comentários:

Grazia e Rodrigo em Israel! disse...

Ana!!! Minha nossa amiga!! Você escreve M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-M-E-N-T-E bem!! eu fico arrepiada de ler as coisas que tu escreve... e como eu escrevo mal, eu não consigo expressar o que eu penso, mas isso tudo é divino! Mas tenho medo que roubem os seus pensamentos aqui na internet... coloca num livro logo, te gente precisando ler tudo isso!!!

Renato Siqueira disse...

Sem palavras pra comentar esse texto!
absolutamente lindo, palavras bem postas, e principalmente: com um fio de raciocinio!!
Não canso de ler coisas que se perdem no meio das palavras, mas tu conseguiu escrever de maneira espetacular com um conteúdo assutadoramente bom!
Posso musicar?
To virando teu fã hein1 Vais ter que escrever um livro!
Bjão linda, meus parabéns!