quinta-feira, 17 de junho de 2010

tradicionalismo

Não faço palavras cruzadas sem ele, gosto de dividir a angústia da palavra não encontradam do significado desconhecido
Com ele.

Não tomo banho depois da despedida, prezo pelo cheiro das mãos dele em meu rosto
Guardo o cheiro de seu sexo, seu gosto
Em mim.

Não lavo a camisa que ficou na minha casa, eu roubo
Devolvo-a inda suja, já sem cheiro nenhum, peguei-o todo
Pra mim.

Não uso meus pijamas na cama dele
Se alguma roupa for necessária, vez ou outra,
Que seja a dele, preta, branca...
Que seja sua coberta, seu abraço
Que seja ele, e somente dele qualquer coisa
A me cobrir a nudez.

Um comentário:

danikrugets disse...

Nunca é demais lembrar que a estar assim, junto de alguém, é sempre transformar a cama de casal em cama de solteiro, pro aconchego ser sempre mais.