"(...) Não por ela, mas por tudo que pudesse sentir. Não se importava muito com o que ela pudesse sentir, desde que disfarçasse. (Não se importava muito com o que ela pudesse sentir, desde que disfarçasse?) Não, não se importava muito. (Não se importava?) Mas a primeira verdade, supondo que houvesse outras por trás, a verdade mais imediata por assim dizer, era que se importava com a cara que Laura faria, com a atitude de Laura. E se importava consigo mesmo, é claro, pelo efeito que provocaria nele a forma como Laura se importaria (...)"
(CORTÁZAR, Julio. As Armas Secretas)
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