Deixa a vida ser assim descompassada
Não me canse os tímpanos nem as artérias
Deixa-me cá com meus movimentos marcias
E pensamentos marcianos
Sobre a morte do que não tenho.
Deixa o mundo e o Sol lá fora
Ser um problema de outro Deus
Ao qual eu eventualmente também possa pertencer
Por segurança
Deixa eu ligar o mute pras vozes internas
Para os cansaços alheios
E para os problemas de marca maior
Por hora
Que em troca, deixo meu coração aberto feito alvo
E pronto [de novo] para ser Senhor absoluto de tudo
Com um Grand Finalle, de Abre-Alas
Olha: faço algum sentido de trás pra diante!
Brigas já não me importam
O tempo já não me basta
E esse retro-projetor aí na frente me dá um sono...
Um comentário:
Com certeza, conheço esta sensação na frente do retro.
E isto que estou no Português III...
Tb sou da Fapa e achei seu blog no Ingrediente, te linkei e voltarei, se não te importares....
bjs
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