Meus olhos pararam, até parei de mastigar; é como se eu estivesse despertanto para algo que me desilude.
Desagradável notícia se pôs à minha frente, dita por minha própria voz.
Estranho ser eu mesma a mensageira e a receptora da tal notícia;
Pergunto se vai dar certo, eu mesma respondo que não.
Eu reclamo e me presenteio com um tapinha nas costas acompanhado de um "vai passar". Chato isso, né?
Procuro evidências, disfarço bem, afinal, não quero achá-las de verdade.
Minto. É feio, me ensinaram. E para si mesmo, conta? Ah, sobre isso não me falaram, não...
Tento proteger meus próprios sentidos da dor, falho na minha educação.
O entusiasmo ameaça ir embora quando faço um esboço de ser sensata. Pfpffpf...desastre eu.
Leio, releio, escrevo, apago, escrevo rasgo, amasso de acordo com a vontade de dar sumiço naquilo. A fotografia na parede que me tira o sono que me resta. Reboliço generalizado, um passo à frente, dois para trás. Estou sem moral perante mim mesma [ambas as "mins"]. Sento e espero. Espero recuperar o fôlego, espero uma solução, espero o tempo passar. É uma ingratidão, eu sei, começar o dia já assim, pensando em acabá-lo. Escrava do sonho.
O dia acaba e não saí um milímetro do lugar. Nem com má notícia, nem com evidências, os apelos não me comovem, efeito zero. Ancorei, não me pergunte com base no que, com que garantia, com que idéia. Ancorei neste lugar e pára o barco que eu vou descer e conhecer tudo! Já volto.
Um comentário:
Grande Aninha. Tá ótima. Uma boa semana!
Ass. Conterrâneo
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